Hoje recebi eletronicamente um convite para colaborar com
este blog. No começo achei meio depressivo, memórias de uma mãe falecida, mas
depois me lembrei de todas as peripécias cômicas e vi que será um espaço de
crônicas e não lamentos.
Primeiro, vou me apresentar, eu sou o Conrado, irmão da
Roberta e Fernando e filho da Christina. Não, não... eu sou o Rato, irmão da
Pepe e do mico e filho da Chris ou Kika. Agora sim, se vou contribuir com
freqüência, precisam saber que eu sou o Rato. Por que Rato? Outra hora a Pepe te
conta.
Enfim, a Carta, título deste conto. Não sei bem desde
quando, quantas gerações, mas a família começa a pensar em enterro logo depois
dos 30. Separar uma roupa para o velório, comprar uma terrinha ou simplesmente
separar dinheiro para hora “H”. Pensando nisso, desde muito pequeno, convivia
com uma carta lacrada na pasta de documentos que só poderia ser aberta após a
morte da minha mãe.
Rodou-se o país em mil mudanças e a carta estava sempre lá
na pasta de documentos e crianças que éramos tínhamos tremenda curiosidade para
saber o que poderia estar escrito, mas sempre respeitamos o desejo de nunca
abrir em vida a tal carta.
Já adulto, minha mãe fazia questão que eu tivesse uma cópia
da chave do apartamento dela, bem como a senha do cofre e sempre dizia: Quando
chegar minha hora, primeira coisa que tu tem que fazer é abrir o cofre e levar
tudo o que tiver lá contigo.
Chegado o dia 01/01/11, só lembrava desta ordem, correndo
com funerária, capela, etc...corri ao cofre, abri, achei somente poucas jóias e
algumas instruções bancárias. Mas e a carta que
conviveu comigo por 30 anos?
Não teria muito sentido uma carta escrita no final dos anos
70 ser lida em 2011, mesmo assim, o que
estava escrito?
Misteriosamente, a carta sumiu.
Conrado Noroschny (O Rato)
Conrado, esta história me lembrou o filme, Tão forte, tão perto. As chaves chegaram as mãos de seu dono. No caso da carta, minha imaginação fértil alivia minha curiosidade, achando que sua mãe a retirou de lá pois o que estava escrito talvez ela tenha conseguido dizer com sua própria voz em algum momento, sem que ninguém percebesse....
ResponderEliminarMari, o filme chama-se Tão forte, tão perto? Quero assistir.
EliminarTalvez tenha dito, talvez perdeu sentido, só tenho certeza que teríamos dado gargalhadas se tivéssemos lido juntos.
Se puderem, assistam História Real, do David Lynch. Conta a aventura de Alvin Straight, que atravessa os Estados Unidos pilotando um minitrator cortador de grama para visitar o irmão doente. É belíssimo e isso eu faria pelo Conrado.
EliminarO filme deve ser lindo, Pepe, mas se tu puder comprar uma passagem de avião, eu prefiro! bj
Eliminarposso não, vou ter de ir de cortador de grama
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