Uma possível origem da Cow Parade
Início dos anos 70 em Joinville. Kika, jovem de belas pernas, criada por
sua mãe com seus avós, encontra um belo rapaz de largas costeletas e resolve se
casar.
Seu avô torcia um pouco o nariz, mas não faz oposição.
Do ditado “os opostos se atraem”, de tantos, o mais visível
era seu medo por animais. Até mesmo de fofinhos filhotinhos, ao passo que sua “alma gêmea” era dada a criá-los em casa,
não importando o tamanho do quintal ou absoluta inexistência dele. De chinchilas a vacas e cavalos.
Em seu primeiro lar, o jardim se torna pasto para abrigar
uma mimosa vaca leiteira (ressalto que já existia leite pasteurizado). O bovino
podia ser apreciado a qualquer tempo
pela janela da cozinha, que ficava ao lado da pia e era a distância mais segura
de convívio entre as duas - a vaca e Kika.
Certo dia, o jovem casal ocupados com afazeres domésticos,
Kika lavando a louça distraidamente sem se dar conta que a mimosa vaca coloca a
cabeça pela janela e diz aquilo que ela poderia dizer:
- MUUUUUUUUUUUUUUU
Bastou para Kika correr aos berros para sala, enquanto a
vaca esbugalhando os olhos corre em direção contrária, arrebentando a cerca e
disparando pelas vias em direção ao centro.
Seu príncipe marido corre para pegar seu cavalo (sim, ele
também tinha um cavalo e muitos outros aparecerão em outras histórias) e galopa
atrás da atlética vaca.
A vaca corre, o Nelson atrás...a vaca corre, o Nelson
atrás....passando pela rua Conselheiro Mafra, rua onde mora o avô de Kika, que
estava a apreciar a paisagem em seu jardim.
Não poderia seu avô acreditar que acabara de ver uma vaca
louca cruzar seu caminho no centro de Joinville, quando vê Nelson aos galopes
logo em seguida.
Seu primeiro pensamento foi:
- Isto não vai prestar!
Ele estava certo, treze anos depois, a vaca, de quem não se sabe o paradeiro e o cavalo não
faziam mais parte dessa história. E o casal correu cada qual para o seu lado.
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